Para abrir as celebrações do ‘Mês dos Direitos da Mulher’, o Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM) recebe, hoje (7) às 20h00, a 7.ª edição do espectáculo ‘Quem disse que as mulheres não podem fazer uma serenata?”.

Este projecto da Banda Kakana celebra a força e o talento feminino, reunindo diversas formas de expressão artística num encontro singular. Este espectáculo destaca o talento e a arte das mulheres de várias partes do mundo, inspirado pela música ‘Serenata’, do primeiro álbum da banda, que transmite uma forte mensagem de empoderamento feminino.

Por ocasião do Dia Internacional dos Direitos da Mulher, que se assinala a 8 de Março, a Banda Kakana promove anualmente, desde 2019, este evento que dá palco a artistas de diferentes estilos e linguagens artísticas. Esta será a terceira vez que o CCFM acolhe o espectáculo, reforçando o seu compromisso com a valorização da arte e do protagonismo feminino.

Nesta edição, o espectáculo contará com a participação de Ângela Comé (violoncelista), Anneliese Huber (bailarina), Anita Macuácua (cantora), Beauty Sitoe (cantora e mbiricista), Catarina Rombe (flautista), Ema de Jesus (poetisa), Iveth Mafundza (rapper), Ivete Vales (saxofonista), Orlanda da Conceição (cantora e contrabaixista), Rosália Mboa (cantora) e Juliana de Sousa (mestre de cerimónias).

Como é tradição, a noite prestará homenagem a uma figura feminina da música moçambicana, reconhecendo o seu legado e a sua contribuição para a cultura musical do país. Além do espectáculo, haverá também uma feira de artesanato, enriquecendo a experiência do público e promovendo o trabalho de artistas e criadores locais.

O evento marca a abertura das actividades alusivas ao Mês dos Direitos da Mulher, promovido pela Embaixada de França em Moçambique, que se estendem até ao dia 7 de Abril, data em que celebramos a Mulher Moçambicana.

Fundada em 2004, por Azarias Arone – guitarrista e líder da banda – e Yolanda Chicane – vocalista –, a Banda Kakana é composta actualmente por um grupo de seis músicos. É uma banda amplamente reconhecida pela fusão inovadora de estilos como afro rock, afro jazz, world music e toques de marrabenta, criando uma sonoridade única que conquista o público moçambicano e internacional. Kakana também distingue-se por interpretar canções em várias línguas nacionais e em inglês, uma característica que reflecte a rica diversidade linguística de Moçambique.

Em 2013, a banda lançou o seu primeiro álbum, ‘Serenata’, que lhe valeu o prémio de Disco Mais Vendido no Mozambique Music Awards do ano seguinte. Em 2017, a banda lançou ‘Juntos’, e, em 2022, foi a vez de ‘Uma nova flor’, seu terceiro disco, gravado durante a pandemia. Este trabalho marcou uma evolução no som da banda, com uma proposta mais introspectiva e uma forte intenção de resgatar valores culturais e reforçar a moçambicanidade na sua expressão musical.

Em 2024, a Banda Kakana celebrou 20 anos de carreira, consolidando-se como uma das principais referências da música moçambicana, com uma trajectória marcada por inovações e pela valorização da cultura do país.

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